22.12.04

PREGUIÇA

A lista dos pecados capitais foi esboçada pelos primeiros pensadores cristãos, aperfeiçoada no século V por João Cassiano e fixada definitivamente por Gregório Magno, no fim do século VI. Este esquema baseava-se na existência de sete pecados principais, hierarquicamente organizados num grande exército, onde o orgulho (superbia) exercia a função de comandante supremo, seguido dos seis outros vícios, quer dizer, a inveja (invidia), a cólera (ira), a tristeza ou preguiça (accidia), a avareza (avaritia), a gula e a luxúria, os quais, por sua vez, conduziam uma multidão de pecados secundários. Embora tivessem existido outras formas de classificação (a divisão entre pecados mortais e veniais; pecados de pensamentos, palavras ou obras), a dos pecados capitais foi a mais difundida e a que mais exerceu influência na cultura medieval. Deste modo, na Idade Média a concepção do tempo, a organização do espaço, os elementos que integravam os sistemas de valores, toda a vida e visão de mundo girava em torno da presença do pecado. A esta "cultura do pecado" pode-se associar um complexo de práticas penitenciais bem como o desenvolvimento da idéia e prática da confissão, que conheceu grande desenvolvimento a partir do século XIII.
POR ISTO AQUI FICA O TRABALHO DE ANA ROSADO